Wednesday, November 04
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#124 Bandeira


posted 4 days ago



Não sou barqueiro de vela,
Mas sou um bom remador:
(…)
Remando contra a corrente,
Ligeiro como a favor,
Contra a neblina enganosa,
Contra o vento zumbidor!

Manuel Bandeira.

Tuesday, November 03
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#123 Dos Momentos


posted 5 days ago



E o pôr-do-sol que vem no formato de montanhas.
Montes, anda luzes, córregos.
Eu não me lembro. Mas estive ali.
Vertendo lágrimas.

Friday, October 30
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#122 Da Margarina


posted 1 week ago



Você precisa.
Precisa. Entender. Vivemos na melhor cidade.
Na melhor rua, na mais linda praça. Precisa aprender. É assim.
E vai ficar tudo bem. Ajeito a sua camisa, abotoô seu sorriso e bem.
Meu bem, é assim.

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Perhaps it was the odd mixture of continents and blood, of here and there, of belonging and not, that makes me restless and easily bored.
• Hanif Kureishi.
Thursday, October 29
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#121 In Theory


posted 1 week ago



A impossibilidade. Então o mundo é um ponto, e como vírgulas sonhamos um parágrafo. Único, satisfeito e solitário. Da fantasia, o que resta são esconderijos e presentes que nunca abrimos. E se você pensar com muita força, explode. Voltemos ao início. Rezo para o tempo que é um círculo, ele volta? Tudo sim.

“Un-learn everything you know, and let him teach you”

Tuesday, October 27
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#120 Pacaya


posted 1 week ago



Comecei como todo mundo, em um passo assustado. Vertigem do vale, da constelação. E agora sonho com Tikal, Los Roques, Pacaya. Suspiro uma saudade que é a brisa do Pacífico. Céus mais coloridos, corações abertos em forma de oceano. E o meu relógio é o sol.

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O mundo me contém e me engole como um ponto, mas eu o contenho.
• Pascal.
Monday, October 26
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#119 Fiesta


posted 1 week ago



The one.
My one.

E o dia nasce em forma de ondas.

Sunday, October 25
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#118 Orange


posted 1 week ago



Comprei bananas prata, maçãs gala e insisti nas assustadoras cenouras baby. Que apesar de 100%  naturais, orgânicas e sem agrotóxicos, têm o formato absurdamente perfeito e inatural para uma cenoura. De qualquer forma, as levei para casa. Também não acredito em tantas outras coisas e acabo comprando-as. Discos, livros, promessas. Por sorte, sempre se pode descarta-las e esperar que alguém as recicle. Delegar afeto. Larguei-as na geladeira, solitárias em sua laranjidão. Por um momento, tive pena de sua timidez naquele ambiente frio e pouco amigável. Afinal, eram apenas bebês cenouras. Cerrei-as. E por muito tempo fiquei a pensar naquilo, o que seria senão amor? Uma compaixão imensa talvez. Chega-se a amar alguma coisa que não fala, não emite sorrisos, não conhece poesia? Certamente. E encerrando a questão, consumi toda uma infância em uma salada perfeitamente decorada. Com cenouras baby, naturalmente.

Saturday, October 24
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#117 Resposta pra ninguém


posted 2 weeks ago



Tem uma porção de alegrias pincelando o meu calendário.
Mas tem coisas que ficam estampadas num sorriso, embora escondidas no dia a dia desse silêncio que se faz entre a gente. Meu querido, está tudo bem comigo e acho que você sabe. Um bem tão bom que eu sinto medo, porque a primavera já chega, o inverno vem apressado. Mas se te falo de cores, de sol e coisas que brilham é porque estou apaixonada pelo mundo. Aprendi a perdoá-lo. Como as crianças, as cartas que se escreve e não se envia. Passei a acreditar nos  gestos, nas delicadezas. Eu ainda quero uma casa, uma rede e quem sabe uma árvore no fundo. Mas tem esse mar imenso que me chama. Canta no meu ouvido quando eu durmo, sussura nomes pela manhã e grita em formas de raios de sol. E enquanto isso, fico a me repetir: temos tempo. Teremos. Guardo minhas recomendações para quando nos encontrarmos de novo e apagarmos essa saudade estranha. Antes do tempo nos alcançar, te deixo um beijo. Cuide bem de você.