/ Autocrítica
Sunday, May 02
Permalink

#167 In Definitivo


posted 2 years ago



Definição. Definir, dar formas, um fim. Definitivo não, infinitamente. Infinalizado. Defino assim: i’m fine.

Saturday, March 20
Permalink

#160 Splendid Suns


posted 2 years ago



Longe. É o quanto a minha garganta alcança, até onde os meus pés conseguem fugir e a minha cabeça ficar - martelando uma música interminável que toca no rádio, que balbucia palavras ao léu, como essas, como outras, como sonhos dos quais eu me lembro durante o dia olhando para você sem saber, se é de dia já, ou se a suspeita é doença, tênue linha entre o que temos e o que seríamos se eu não fosse tola e acreditasse no que sussurram suas flores - brancas, mentirosas, tristes - estou toda dormente e já passam das 10 da noite, o som ainda não acabou, o telefone está à espera e eu ainda cogito. Outono.

Wednesday, November 25
Permalink

#131 A Long Way Down


posted 2 years ago



“The trouble with my generation is that we all think we’re fucking geniuses. Making something isn’t good enough for us, and neither is selling something, or teaching something, or even just doing something; we have to be something. It’s our inalienable right, as citizens of the twenty-first century.”

JJ, on Nick Hornby’s “A Long Way Down”.

Thursday, October 29
Permalink

#121 In Theory


posted 2 years ago



A impossibilidade. Então o mundo é um ponto, e como vírgulas sonhamos um parágrafo. Único, satisfeito e solitário. Da fantasia, o que resta são esconderijos e presentes que nunca abrimos. E se você pensar com muita força, explode. Voltemos ao início. Rezo para o tempo que é um círculo, ele volta? Tudo sim.

“Un-learn everything you know, and let him teach you”

Saturday, May 09
Permalink

#072 Under Rug Swept


posted 3 years ago

Pra baixo, pros lados, pra qualquer lugar. Longe de mim. Eu não caibo mais nessas roupas, nessas palavras que você colou em mim. Eu rasgo tudo. Desapeguei-me de sentimentos marcados por esperas, abrigos, muletas. Caminho só, pode me acompanhar. Não faço questão. Falo bem do mundo, quero bem pra mim. Gosto de quase tudo. Aprendo domingo, resgato as quartas e quero as sextas. Serei assim por semanas, eternidades. Por hoje basta.

Thursday, November 27
Permalink

#011 Sinto Vergonha de Mim


posted 3 years ago


Senado aprova MPs que aumentam salários de servidores

~ Como se explica isso? Como se explica? (…) É inacreditável, espantoso. E mais ainda porque ninguém reclama ~

De Arnaldo Jabor.

Reclamo para os cantos, para as paredes, para os muros. Mas que faço, Jabor? Queimo meu corpo, algemo-me à grades? Rir-se-ão. Da minha cara, da minha inocência, da minha arrogância. De achar que meu discurso mudará uma frase dessa história.

A minha geração não conhece tanques, bombas, gritos de protesto. Nós não sabemos como criar motins. A nossa revolução é no mundo imaginário da web. Nossas vozes se perdem na rede, na falha de uma conexão. Minha bandeira se esconde em um perfil falso, meus companheiros não têm rosto e eu tenho medo.

Sinto vergonha de minha ignorância. Pouco conheço de Marx e Engels, menos ainda dos movimentos populares do século passado. Minha poesia é analfabeta, meu grito é rouco. E eu sinto vergonha de mim.

Thursday, October 23
Permalink

#003 Ensaio Sobre a Cegueira


posted 3 years ago


Enquanto o mundo explode, dormimos no silêncio do bairro.
Já não vemos e fingimos essa ternura burguesa, essa compaixão comprada nos Jardins. Sejamos castigados. O que farei com esses centavos, se não os jogar pelas janelas, bueiros e ralos? Só me restam cacos, desvio olhares, tenho medo de fitá-los. Olho. Temo ver espelhos, e se os racho?  

Fechando os olhos e mordendo os lábios,
Sinto vontade de fazer muita coisa….