/ viagens
Tuesday, March 15
Permalink

#193 Intersecção


posted 1 year ago

Sou um andante. Carrego comigo o fardo do meu passado. Minha bagagem são os meus sonhos. Como meus ciclistas, cruzo desertos e busco horizontes que recuam e se apagam nas brumas da incerteza. Realidade e miragem se confundem.”
- Iberê Camargo 

Sunday, August 08
Permalink

#187 Lost in Translation


posted 1 year ago



Doze horas pelo oceano, chego cinco horas na frente. No aeroporto de Frankfurt, o alemão é gritado pelos auto-falantes. Nomes, voôs, esperas que se embaralham com o meus pensamentos esparsos. O aeroporto de Frankfurt é um dos maiores do mundo e só o que se sente é a pequenez de ser. Cabeças loiras passeiam de lá pra cá. Caminho por elas, despedidas e declarações de amor condicional. Discordo de tudo. Quero o que é eterno, indefinitivo. Unendlich.

Monday, July 26
Permalink

#186 Germinal


posted 1 year ago


 ”O problema, porém, é que as receitas infalíveis são, para a liberdade, para a responsabilidade e a liberdade responsável, o que a água é para o fogo. […] E não há coisa alguma como uma liberdade sem ansiedade, embora, sendo este o sonho perene de tantos nós […] No todo, não é certo de modo algum o que a maior parte de nós teria preferido (se lhe fosse a escolha concedida): a ansiedade da liberdade ou o conforto da tal certeza que só a falta de liberdade pode oferecer? A questão, porém, é que a escolha não nos foi concedida, e é improvável que no-lo seja. A liberdade é o nosso destino: uma sorte de que não se pode desejar o afastamento e que não se vai embora por mais intensamente que possamos desviar dela os nossos olhos. Vivemos num mundo diversificado e polifônico, onde toda tentativa de inserir o consenso se mostra somente uma continuação do desacordo por outros meios.”
- Bauman.

Sunday, June 06
Permalink

#174 Feet First


posted 1 year ago



Atar os cintos, posição vertical, verificar pertences. Em caso de urgência, não entre em pânico. Azul azul azul. Quase perco a visão. Onde os pássaros não alcançam, onde perdem as asas e o gosto de céu. Quando nascem as nuvens. A janela caminha para o sol e desmancha em violeta. Escorrego no horizonte. Longe. Nos aproximamos. Barulho, tristeza e só, em aterrissagem segura. Voltamos. Desatar cintos, ligar equipamentos, voltamos. De novo.

Sunday, May 23
Permalink

#172 Don’t You Want to Share the Guilt?


posted 2 years ago



E daí que eu gosto de acordar cedo e tomar quatro canecas de café puro e que eu gosto das coisas muito doces e salgadas. Eu suporto o morno. Eu entendo o medo das pessoas, quando elas fingem não escutar. Abro portas, janelas e parei de trancar as fechaduras. Todos os planos do mundo e você não aparece em nenhuma lista. Coisas pra levar, pra resolver, lugares pra ver, dias pra preencher. Compro ingressos, devaneios. Mas a minha passagem tem volta.
That’s how I feel about you…

Sunday, April 25
Permalink

#165 Les eaux de Mars


posted 2 years ago



São as águas de Marte, promessa de vida em nova estação. Vou saber do que sei, e o que eu não sei, o que eu não sei. Deixo pra depois.

I know, with me everything is fine.

Wednesday, April 21
Permalink
This is my last time on earth
I’m gonna run now
To reach the glory of my mind.
• Arnaldo Baptista.
Sunday, February 21
Permalink

#153 Fevereiro Ausente


posted 2 years ago



“Não nasci para fixar residência. Quando os lugares começam a tomar a forma de um lar, com cheiro e cores característicos, eu junto as minhas pequenas posses e vou-me embora como cheguei – com algum drama, um certo tumulto, uma comoção poética para marcar o rito da mudança. Vez ou outra me pego com um olhar comprido para paredes vazias e penso que gostaria de colar algumas fotografias, bilhetes e postais nelas. Penso também em como seria ter um copo onde eu pudesse deixar a minha escova de dentes. Então sou tomada por um impulso. Alguma coisa lá fora me chama. Uma inquietude, uma urgência, um comichão. É hora de ir. E eu vou. Nessa vida eu gosto mesmo é de ir embora.

- Via Don’t Touch My Moleskine.

Thursday, January 14
Permalink

#142 Meu Mundo é Hoje


posted 2 years ago



É pra lá que eu vou.

Friday, October 30
Permalink
Perhaps it was the odd mixture of continents and blood, of here and there, of belonging and not, that makes me restless and easily bored.
• Hanif Kureishi.